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Intercâmbio na Coreia do Sul pela Faculdade: Guia 2026

Quem pesquisa “intercâmbio Coreia do Sul faculdade” costuma estar no meio da graduação, com o interesse pela Coreia já despertado por um curso, uma disciplina, a cultura pop ou a tecnologia do país, e uma dúvida prática: dá para ir pela própria universidade brasileira, existe bolsa do governo coreano para brasileiros e o que é preciso fazer antes de comprar a passagem? A resposta curta é que existem caminhos reais, mas cada um tem regras, prazos e públicos diferentes.

Este guia é feito para estudantes de universidades brasileiras. Ele separa o intercâmbio por convênio, que vale por um ou dois semestres da sua graduação, das bolsas Global Korea Scholarship (GKS) para graduação completa e pós-graduação, mostra o que a Embaixada da Coreia no Brasil pede para o visto, organiza os custos e explica como transformar a experiência em créditos, pesquisa e até no tema do seu TCC.

Resposta rápida: o caminho mais direto para um intercâmbio na Coreia do Sul durante a faculdade é o edital de mobilidade da sua universidade, quando ela tem convênio com uma instituição coreana: costuma haver isenção da mensalidade na universidade de destino, e você arca com viagem, moradia e seguro. Para mestrado e doutorado completos, a principal bolsa é a GKS-G, com seleção pela Embaixada da Coreia no Brasil ou direto pela universidade coreana. Comece pelo idioma (inglês ou coreano), confira o calendário do edital e planeje o visto com antecedência.

Os caminhos para estudar na Coreia do Sul sendo brasileiro

Antes de procurar bolsas, identifique em qual situação você está. A tabela resume as quatro rotas mais comuns para estudantes brasileiros:

Caminho Para quem Duração típica Quem financia Por onde começar
Intercâmbio por convênio Graduandos matriculados em universidade brasileira com acordo com instituição coreana Um ou dois semestres Normalmente isenção de mensalidade no destino; demais custos do estudante, às vezes com auxílio Escritório de relações internacionais da sua universidade
GKS-G (mestrado e doutorado) Graduados com menos de 40 anos Um ano de coreano mais dois (mestrado) ou três (doutorado) anos de curso Governo coreano Embaixada da Coreia no Brasil ou universidade coreana
GKS-U (graduação completa) Quem concluiu o ensino médio, tem menos de 25 anos e não possui bacharelado Um ano de coreano mais quatro a seis anos de curso Governo coreano Embaixada da Coreia no Brasil
Período sanduíche na pós Doutorandos de programas brasileiros Alguns meses Agência brasileira de fomento Coordenação do seu programa de pós

A última linha vale para quem já está no doutorado no Brasil e quer passar uma temporada em um laboratório coreano: nesse caso, entenda como funciona o doutorado-sanduíche no exterior (PDSE) e confirme com o seu programa se o destino é aceito. Para a maioria dos leitores deste guia, que estão na graduação, as duas portas principais são o convênio da universidade e, depois de formados, a GKS-G.

Intercâmbio pela faculdade: convênios com universidades da Coreia do Sul

Universidades brasileiras como a Unicamp mantêm acordos de cooperação com instituições coreanas e abrem editais de mobilidade para os seus alunos. A lógica costuma ser a mesma: a universidade brasileira indica o estudante, a universidade coreana dá a palavra final e, enquanto durar o intercâmbio, você segue matriculado no Brasil.

Um exemplo real ajuda a entender o que esses editais pedem. O edital DERI 47/2024 da Unicamp para a Korea University ofereceu uma vaga de um semestre, com início em março de 2025, reservada a estudantes pretos, pardos e indígenas e/ou egressos de escolas públicas. O selecionado ficava isento das mensalidades acadêmicas na universidade coreana e recebia um auxílio de R$ 16.000, custeado por parceria com o Banco Santander, enquanto passaporte, visto, passagem, alojamento, alimentação e seguro saúde ficavam por conta do estudante. O edital também exigia proficiência em coreano ou inglês de, no mínimo, nível B1 e que o aluno ainda tivesse créditos a cursar na Unicamp por pelo menos um semestre depois da volta.

O mesmo documento reproduz restrições da universidade de destino que valem como alerta para qualquer candidato: na Korea University, cursos como Medicina, Enfermagem, Farmácia, Direito e Licenciatura não estavam abertos a intercambistas, e a matrícula em disciplinas era feita por ordem de chegada, sem garantia de vaga. Por isso, antes de se inscrever:

  • Confira a lista de convênios ativos no site de relações internacionais da sua universidade e quais instituições coreanas aparecem nela.
  • Verifique se o seu curso é aceito pela universidade de destino e quais disciplinas são oferecidas em inglês.
  • Leia o calendário do edital: no edital da Unicamp, por exemplo, as inscrições foram em setembro de 2024 para aulas a partir de março de 2025.
  • Monte um plano B de disciplinas, já que a vaga em cada matéria não é garantida.
  • Consulte a coordenação do curso sobre o aproveitamento das disciplinas antes de viajar.

Bolsa GKS para brasileiros: pós-graduação e graduação

A Global Korea Scholarship é o programa de bolsas do governo coreano, administrado pelo NIIED, para estrangeiros que querem cursar um diploma completo na Coreia. Ela tem editais separados para pós-graduação (GKS-G) e graduação (GKS-U), publicados todos os anos, com avisos no portal Study in Korea e na Embaixada da Coreia no Brasil.

GKS-G: mestrado e doutorado

Segundo as diretrizes oficiais do GKS-G 2026, o programa previa 2.000 bolsistas de pós-graduação: 800 pela via da embaixada (Embassy Track) e 1.200 pela via das universidades (University Track). Na tabela de vagas por país, o Brasil aparecia com 9 vagas gerais pela embaixada e 6 pela via universitária (1 geral e 5 na modalidade regional R-GKS). Os principais requisitos daquele ciclo eram:

  • Idade: menos de 40 anos (nascidos depois de 1º de setembro de 1986, no ciclo 2026).
  • Notas: desempenho de 80% ou mais em escala de 100 pontos, estar entre os 20% melhores da turma ou ter média equivalente a pelo menos 2,64 em escala de 4,0.
  • Duração: um ano de curso de coreano mais dois anos de mestrado ou três de doutorado.
  • Idioma: todos os bolsistas precisam atingir o nível 3 do TOPIK para iniciar o curso, e alguns departamentos exigem nível 4.

Os benefícios previstos incluíam passagem aérea em classe econômica, mensalidade de até 5 milhões de wons, curso de coreano de 5,2 milhões de wons e uma mesada de 14.400.000 wons por ano durante o curso de idioma e de 16.560.000 wons por ano durante o mestrado ou doutorado. No ciclo 2026, as inscrições pela via da embaixada foram feitas on-line de 12 a 25 de fevereiro (horário da Coreia), e o resultado final estava previsto para o fim de junho. A Embaixada da Coreia no Brasil, em Brasília, realizou entrevistas com os pré-selecionados em 13 de março de 2026, conforme aviso publicado no seu site. Se o calendário se repetir, o próximo edital deve ser publicado no início de 2027, então este é o momento de juntar histórico, cartas de recomendação e plano de estudos.

GKS-U: graduação completa

A GKS-U não serve para fazer um semestre fora: é uma bolsa para cursar toda a graduação na Coreia. As diretrizes do GKS-U 2027, anexadas ao aviso da Embaixada da Coreia no Brasil de 15 de setembro de 2026, exigiam menos de 25 anos (nascidos depois de 1º de março de 2002) e vetavam quem já tem bacharelado. O bacharelado dura de cinco a sete anos no total, contando um ano de coreano, e a mesada prevista era de 13.560.000 wons por ano no curso de idioma e 14.400.000 wons por ano na graduação, valor descrito como subsídio que cobre custo de vida, moradia e seguro saúde, entre outros itens. Para o Brasil, o aviso listava 3 vagas pela embaixada (1 geral, 1 para descendentes de coreanos e 1 na modalidade R-GKS), e a embaixada publicou, em 17 de outubro de 2026, o aviso de fase finalizada desse ciclo.

As diretrizes do GKS-G também mencionam um programa da GKS para estudantes de intercâmbio sem diploma, e quem já recebeu esse tipo de bolsa pode concorrer depois à pós-graduação. Fique atento aos avisos oficiais, porque a oferta e as regras mudam a cada edição.

Preparação de idioma: TOPIK, hangul e inglês

O idioma é o item que mais demora para ficar pronto e, por isso, deve entrar no plano antes de qualquer edital. Para o intercâmbio por convênio, universidades coreanas como a Korea University oferecem disciplinas em inglês, e editais brasileiros como o da Unicamp aceitam proficiência em inglês ou coreano. Se a sua comprovação for em inglês, vale conhecer os formatos de prova de proficiência em inglês e como se preparar, porque a lógica de preparação é parecida.

Mesa de estudo de idiomas com cartões em branco, caderno aberto, lápis, fones de ouvido e uma xícara de chá
Começar o idioma cedo, seja inglês ou coreano, é a etapa que mais demora no planejamento do intercâmbio.

Mesmo quando as aulas são em inglês, ler o alfabeto coreano muda a experiência do dia a dia: placas, cardápios, transporte e mensagens da universidade. Para quem está começando do zero, um guia do alfabeto coreano para iniciantes explica vogais, consoantes, a montagem das sílabas e as armadilhas de pronúncia mais comuns para brasileiros. Começar o alfabeto enquanto espera o resultado do edital é uma forma de chegar com o básico já resolvido.

Para a bolsa GKS, o coreano deixa de ser opcional: o nível 3 do TOPIK é exigido para começar o curso, e quem chega com nível 5 ou 6 fica dispensado do ano de idioma. Os resultados oficiais ficam no site oficial do TOPIK, que é a referência indicada pelas diretrizes do GKS para comprovar o nível. Para entender o que cada nível significa, como são as provas e como fazer a inscrição no Brasil, consulte este guia dos níveis e da inscrição no TOPIK e planeje em qual edição você pretende fazer o exame.

Visto: o que a Embaixada da Coreia no Brasil pede

Brasileiros podem usar a autorização eletrônica K-ETA para turismo e visitas curtas, mas a página de vistos da Embaixada da Coreia no Brasil é clara: para permanência de mais de 91 dias ou para intercâmbio, é imprescindível obter o visto na representação diplomática antes de viajar. A emissão leva cerca de cinco dias úteis, e a taxa para entrada simples acima de 90 dias é de R$ 330, paga em dinheiro.

O atendimento depende do estado onde você mora. Residentes de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro são atendidos pelo Consulado-Geral em São Paulo; os demais estados e o Distrito Federal, pela Embaixada em Brasília. Para intercambistas de parcerias entre universidades, a embaixada lista estes documentos:

  1. Formulário de pedido preenchido em coreano ou inglês.
  2. Uma foto colorida 3,5 x 4,5 cm, tirada nos últimos três meses.
  3. Passaporte com validade mínima de seis meses e cópia da página de dados.
  4. RG original e cópia autenticada (a CNH não é aceita) e CPF.
  5. Cópia do certificado de registro de pessoa jurídica da instituição de ensino.
  6. Carta de aceitação emitida pela universidade coreana (Certificate of Admission).
  7. Comprovante de capacidade financeira; se o extrato for de um dos pais, também o documento que comprova o vínculo familiar.
  8. Carta de recomendação emitida pelo reitor da universidade brasileira.
  9. Documentos que comprovem o intercâmbio, como o acordo entre as universidades.
  10. Comprovante de matrícula apostilado e comprovante de que você concluiu pelo menos um semestre.

Os documentos adicionais por tipo de visto são detalhados no portal oficial de vistos da Coreia, o Korea Visa Portal. As diretrizes do GKS mencionam vistos de residência como D-2 e D-4, e a carta de aceitação da universidade é o documento que destrava todo o processo. Por isso, peça a carta assim que for aprovado e não marque a viagem antes de ter o visto no passaporte.

Quanto custa um intercâmbio na Coreia do Sul

O valor de um intercâmbio depende de quanto tempo você fica, da cidade e de quem paga a mensalidade. No intercâmbio por convênio, a mensalidade no destino costuma ser isenta, como no edital da Unicamp, mas o restante é seu. Use esta tabela para montar o orçamento:

Item O que considerar Onde conferir
Passagem aérea Ida e volta, remarcação, bagagem Companhias aéreas, com antecedência
Visto e documentos Taxa consular, apostilamento, traduções, passaporte Embaixada ou consulado e cartório
Moradia Dormitório da universidade ou quarto fora do campus Guia do intercambista da universidade coreana
Alimentação e transporte Refeitório universitário, mercado, transporte público Conversas com ex-intercambistas
Seguro saúde Cobertura médica, hospitalar e de repatriação Exigência do edital e da universidade de destino
Reserva de emergência Imprevistos e câmbio Planejamento próprio
Mala aberta sobre piso de madeira com agasalhos dobrados, adaptador de tomada, garrafa de água e pasta de documentos
Passagem, seguro saúde, moradia e uma reserva para imprevistos entram no orçamento antes da viagem.

Dois números oficiais ajudam a calibrar o planejamento. O auxílio do edital da Unicamp citado acima, de R$ 16.000, foi descrito como custeio parcial de um semestre. Já a mesada da GKS-U 2027, de 14.400.000 wons por ano na graduação, é apresentada pelo governo coreano como subsídio que inclui moradia, custo de vida e seguro saúde, uma referência útil para estimar o custo de se manter no país. Converta os valores pelo câmbio do dia em que estiver planejando.

Exemplo ilustrativo: uma estudante aprovada para um semestre por convênio lista as despesas únicas (passagem, visto, seguro e primeiro mês de moradia), soma as despesas mensais estimadas com base no guia da universidade de destino e compara com o auxílio que vai receber e com a ajuda da família. Se a conta não fecha, ela procura outros editais de auxílio antes de confirmar a vaga, porque desistir depois da confirmação pode ter consequências, como prevê o edital da Unicamp.

Como usar o intercâmbio no TCC e no currículo

Um semestre na Coreia rende mais quando é planejado junto com o curso, e não como uma pausa. Três decisões fazem diferença:

  • Escolha o momento certo. Editais como o da Unicamp não aceitam alunos no semestre de colação de grau e pedem que você volte com créditos a cursar, que podem ser de estágio ou de TCC. Em muitos cursos, o penúltimo ano é um bom momento.
  • Combine o aproveitamento antes de ir. Na Unicamp, o plano de estudos com as disciplinas a cursar no exterior é validado pela coordenação do curso; confirme o procedimento na sua universidade. Guarde ementas e cargas horárias para pedir o aproveitamento na volta.
  • Mantenha o orientador por perto. Se o TCC vai começar durante ou logo depois do intercâmbio, combine reuniões on-line e um cronograma realista.

O intercâmbio também pode virar o tema do trabalho. Alguns recortes ilustrativos, que precisam de delimitação com o orientador:

  • Políticas de educação ou de inovação no Brasil e na Coreia do Sul: um estudo comparado.
  • Consumo de produtos culturais coreanos entre jovens brasileiros.
  • Adaptação acadêmica de estudantes brasileiros em universidades coreanas.
  • Gestão, logística ou tecnologia em empresas coreanas com operação no Brasil.

Se a pesquisa envolver entrevistas ou questionários com pessoas, submeta o projeto ao comitê de ética da sua universidade antes da coleta, e não durante a viagem. Boa parte das fontes será em inglês, então aprenda a traduzir e citar fontes em inglês no TCC sem perder o controle do texto.

Por fim, registre a mobilidade, as disciplinas e eventuais atividades de pesquisa no seu currículo. Se você pretende seguir para o mestrado, saber como fazer o currículo Lattes ajuda a mostrar a experiência internacional nos processos seletivos. E quem fizer a graduação completa ou a pós na Coreia deve conhecer, antes de voltar, as regras de revalidação e reconhecimento de diploma estrangeiro no Brasil.

Cronograma de preparação

O cronograma abaixo é ilustrativo e deve ser ajustado ao calendário do edital que você escolher:

Quando O que fazer
12 a 9 meses antes Mapear convênios e bolsas, conversar com a coordenação e começar o idioma (hangul, inglês ou TOPIK)
9 a 6 meses antes Inscrever-se no edital, reunir histórico, cartas e plano de estudos, fazer a prova de idioma
6 a 3 meses antes Receber a carta de aceitação, pedir o visto, escolher a moradia e contratar o seguro
3 meses antes até a viagem Comprar a passagem, validar o plano de estudos, combinar o acompanhamento do TCC
Na volta Pedir o aproveitamento de disciplinas e atualizar o currículo

Perguntas frequentes

Como fazer intercâmbio na Coreia do Sul pela faculdade?

Procure o escritório de relações internacionais da sua universidade e veja se há convênio com instituições coreanas. Se houver, acompanhe os editais de mobilidade, que definem requisitos de nota, idioma e prazos, e confirme com a coordenação o aproveitamento das disciplinas.

Existe bolsa do governo coreano para brasileiros?

Sim. A Global Korea Scholarship tem editais anuais para pós-graduação (GKS-G) e graduação completa (GKS-U). No GKS-G 2026, o Brasil tinha 9 vagas pela embaixada e 6 pela via universitária; no GKS-U 2027, 3 vagas pela embaixada.

Preciso falar coreano para fazer intercâmbio na Coreia do Sul?

Para um semestre por convênio, há universidades coreanas com disciplinas em inglês, e editais como o da Unicamp aceitam proficiência em inglês. Na bolsa GKS-G, é preciso atingir o nível 3 do TOPIK para começar o curso, depois do ano de idioma.

Quanto custa um intercâmbio na Coreia do Sul?

Depende da duração e de quem paga a mensalidade. No convênio, a mensalidade no destino costuma ser isenta, e o estudante paga passagem, visto, moradia, alimentação e seguro. A taxa do visto de longa duração informada pela embaixada é de R$ 330.

Dá para usar o intercâmbio no TCC?

Sim, tanto como fonte de disciplinas aproveitadas quanto como tema de pesquisa, por exemplo em estudos comparados entre Brasil e Coreia. Planeje com o orientador e submeta ao comitê de ética qualquer pesquisa com pessoas.

Qual visto preciso para estudar na Coreia do Sul?

Para intercâmbio ou estadias acima de 91 dias, é preciso visto emitido pela Embaixada em Brasília ou pelo Consulado-Geral em São Paulo, conforme o estado onde você mora. A K-ETA cobre turismo e visitas curtas e não substitui o visto.

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