Escolaridade da População Brasileira em 2026: Quantos Têm Ensino Superior (IBGE)
Resposta rápida: a escolaridade da população brasileira com ensino superior completo chegou a 20,5% entre pessoas de 25 anos ou mais em 2024, segundo a PNAD Contínua Educação do IBGE — a primeira vez que o índice passa de 20% na série histórica, iniciada em 2016 com 15,4%.
Segundo o IBGE, 20,5% da população brasileira de 25 anos ou mais (cerca de 29,2 milhões de pessoas) tinha ensino superior completo em 2024, ante 19,7% em 2023 e 15,4% em 2016. Há disparidades expressivas por unidade da federação e por cor/raça, e o Brasil ainda está bem abaixo da média de países da OCDE nesse indicador.

Quantos brasileiros têm ensino superior completo?
De acordo com a PNAD Contínua Educação 2024, divulgada pelo IBGE, 20,5% da população brasileira de 25 anos ou mais havia concluído o ensino superior naquele ano — o equivalente a aproximadamente 29,2 milhões de pessoas. É a primeira vez, desde o início da série histórica em 2016, que esse patamar ultrapassa os 20%.
Esse recorte de idade (25 anos ou mais) é o padrão usado internacionalmente para medir escolaridade da população adulta, porque exclui quem ainda está cursando a graduação na idade típica de conclusão.
Como esse número evoluiu na última década?
A série histórica da PNAD Contínua Educação mostra crescimento constante, embora lento, no percentual de brasileiros com ensino superior completo:
- 2016 (início da série): 15,4% da população de 25 anos ou mais
- 2023: 19,7%
- 2024: 20,5% — primeira vez acima de 20%
Esse ritmo de crescimento acompanha, em parte, a expansão das matrículas no ensino superior registradas pelo Censo INEP ao longo da última década, incluindo o crescimento acelerado da modalidade EaD. Ainda assim, o ritmo de conclusão é mais lento que o de ingresso, em parte por conta da taxa de evasão no ensino superior, que reduz a proporção de ingressantes que efetivamente chega à conclusão do curso.
Onde estão as maiores e menores taxas por estado?
A escolaridade da população brasileira com ensino superior não é uniforme entre estados. Segundo o IBGE, em 2024 os maiores percentuais de pessoas de 25 anos ou mais com ensino superior completo estavam no Distrito Federal (38,9%), em São Paulo (25,9%) e no Rio de Janeiro (25,5%). Já os menores percentuais apareceram no Maranhão (12,5%), na Bahia (13,6%) e no Ceará (13,9%) — uma diferença de mais de três vezes entre o extremo superior e o inferior.
Essa disparidade regional acompanha, em grande medida, a distribuição de universidades e faculdades pelo território nacional, historicamente concentradas nas regiões Sudeste e Sul. O Distrito Federal se destaca pela alta concentração de servidores públicos federais, categoria profissional em que a exigência de diploma de nível superior é mais comum, o que ajuda a explicar seu índice muito acima da média nacional.
Existe diferença por cor ou raça?
Sim, e a diferença é persistente ao longo dos anos. Segundo a mesma PNAD Contínua Educação 2024, entre pessoas de 25 anos ou mais, 63,4% da população branca havia concluído ao menos a educação básica, contra 50% da população preta ou parda — uma diferença de 13,4 pontos percentuais, praticamente estável em relação a 2023. Em anos médios de estudo, pessoas brancas somaram 11,0 anos, enquanto pessoas pretas ou pardas somaram 9,4 anos. Essas defasagens na educação básica se refletem também no acesso e na conclusão do ensino superior, já que a conclusão do ensino médio é pré-requisito para o ingresso na graduação.
Como o Brasil se compara à média da OCDE?
O relatório Education at a Glance 2025, da OCDE, mostra que o Brasil ainda está distante da média dos países-membros nesse indicador: cerca de 22% dos adultos de 25 a 64 anos no Brasil têm ensino superior completo, enquanto a média da OCDE gira em torno de 48% — mais que o dobro do índice brasileiro. O relatório também aponta que 27% dos adultos brasileiros não completaram o ensino médio, ante uma média de 13% nos países da OCDE, o que ajuda a explicar parte da distância no indicador de ensino superior.
Um dado que chama atenção no mesmo relatório é o retorno econômico do diploma: no Brasil, quem tem ensino superior ganha, em média, 148% a mais do que quem tem apenas o ensino médio completo — um prêmio salarial bem acima da média da OCDE, de 54%. Isso indica que, mesmo com proporção menor de graduados, o diploma continua sendo um diferencial relevante no mercado de trabalho brasileiro.
Por que esse indicador importa além da estatística?
A escolaridade da população com ensino superior é usada como referência em políticas públicas de expansão de vagas, financiamento estudantil e planejamento de infraestrutura universitária. Também é um dado frequentemente citado em trabalhos acadêmicos de Educação, Economia e Ciências Sociais como indicador de desenvolvimento humano e mobilidade social, geralmente cruzado com outros indicadores como renda familiar, região de origem e rede de ensino (pública ou privada) do candidato.
Tabela: nível de instrução e percentual da população (aprox., fonte IBGE/OCDE)
| Indicador | Percentual aproximado | Fonte e ano |
|---|---|---|
| População de 25+ anos com ensino superior completo (Brasil, 2024) | 20,5% | IBGE/PNAD Contínua Educação 2024 |
| Mesmo indicador em 2023 | 19,7% | IBGE/PNAD Contínua Educação 2023 |
| Mesmo indicador em 2016 (início da série) | 15,4% | IBGE/PNAD Contínua Educação 2016 |
| Distrito Federal (maior taxa estadual, 2024) | 38,9% | IBGE/PNAD Contínua Educação 2024 |
| Maranhão (menor taxa estadual, 2024) | 12,5% | IBGE/PNAD Contínua Educação 2024 |
| Adultos de 25-64 anos com ensino superior (Brasil) | aprox. 22% | OCDE, Education at a Glance 2025 |
| Adultos de 25-64 anos com ensino superior (média OCDE) | aprox. 48% | OCDE, Education at a Glance 2025 |
Ao lidar com dados oficiais como esses em um trabalho acadêmico, é importante referenciar corretamente cada fonte pela norma ABNT e verificar a originalidade do texto antes da entrega — o Tesify ajuda a organizar essas referências e checar plágio com o Tesify Antiplágio.
Para entender como essa base de escolaridade se conecta ao desempenho das universidades brasileiras em avaliações internacionais, veja também o ranking das melhores universidades do Brasil segundo RUF, QS e THE.

Perguntas frequentes
Qual a fonte oficial da escolaridade da população brasileira?
A principal fonte é a PNAD Contínua Educação, pesquisa anual do IBGE que mede indicadores educacionais da população brasileira, incluindo o percentual com ensino superior completo por idade, sexo, cor/raça, região e unidade da federação.
Por que se usa o recorte de 25 anos ou mais para medir escolaridade?
Esse recorte etário é o padrão internacional (usado também pela OCDE) porque, aos 25 anos, a maior parte da população já teria tido tempo hábil para concluir a graduação caso tivesse ingressado na idade típica, tornando a comparação entre países e ao longo do tempo mais confiável.
O Brasil está evoluindo rápido o suficiente para alcançar a média da OCDE?
No ritmo observado entre 2016 e 2024 (de 15,4% para 20,5%), o Brasil ainda levaria muitos anos para se aproximar da média atual da OCDE, de cerca de 48%, a menos que o ritmo de crescimento se acelere significativamente.
A expansão do EaD está aumentando a escolaridade da população?
O crescimento das matrículas em educação a distância contribui para o aumento do acesso ao ensino superior, mas o impacto direto no indicador de conclusão (pessoas de 25+ com diploma) depende também das taxas de evasão e do tempo médio até a formatura, que variam por modalidade.
Existe diferença de escolaridade entre homens e mulheres no Brasil?
Sim, a PNAD Contínua Educação mostra que mulheres apresentam, de forma consistente, taxas de conclusão do ensino superior mais altas que homens no Brasil, um padrão observado há vários anos na série histórica do IBGE.
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