Como Citar o ChatGPT e Outras IAs nas Normas ABNT em 2026

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Para citar o ChatGPT nas normas ABNT, trate-o como documento eletrônico: no texto, use (OPENAI, 2026); na referência, informe o autor (OpenAI), a descrição do conteúdo gerado, a versão da ferramenta, a data e o endereço eletrônico. Confira sempre as regras da sua instituição, pois a ABNT ainda não tem norma específica para inteligência artificial.

A ABNT tem uma norma específica para citar inteligência artificial?

Como usar o ChatGPT para formatar referências no padrão ABNT (infonormas).

Não. Até julho de 2026, a ABNT não publicou nenhuma NBR dedicada exclusivamente à citação de conteúdo gerado por IA generativa. A norma ABNT NBR ISO/IEC 42001:2024 existe, mas trata de sistemas de gestão de inteligência artificial dentro de organizações — não de como referenciar um texto produzido pelo ChatGPT em um TCC. É comum encontrar blogs afirmando que existe uma “NBR 6023:2025” com regras formais para IA; até a data de publicação deste artigo, essa norma não foi confirmada nos canais oficiais da ABNT, e vale desconfiar de qualquer site que cite um número de norma sem linkar a fonte original.

Na ausência de uma norma específica, a prática adotada pela maioria das universidades brasileiras é aplicar, por analogia, a NBR 6023:2018 (informação e documentação — referências), que já cobre documentos eletrônicos, softwares e sistemas de computador. É essa lógica — a de “documento eletrônico com autoria institucional” — que orienta o modelo de citação usado neste guia.

Por isso, o primeiro passo antes de formatar qualquer referência de IA é confirmar com o seu orientador ou com o manual de normalização da sua instituição qual formato eles exigem. Bancas mais rígidas podem pedir apenas uma declaração de uso de IA no TCC na metodologia, sem entrada na lista de referências — e essa exigência varia bastante entre programas de graduação e pós-graduação, então não existe um único formato “oficial” que sirva para todas as instituições do país. Para o panorama completo de como as universidades brasileiras tratam o tema, veja também as regras sobre uso de IA no TCC adotadas por instituições como USP, Unicamp e UFRJ.

Como citar o ChatGPT no texto (citação no corpo do trabalho)?

No corpo do texto, a citação de conteúdo gerado por IA segue o mesmo padrão de autor-data da NBR 10520: sobrenome do autor institucional em maiúsculas e ano entre parênteses.

Situação Formato no texto
Citação indireta (parafraseando a resposta da IA) (OPENAI, 2026)
Citação com o nome no meio da frase Segundo a OpenAI (2026), …
Citação direta (trecho literal gerado pela IA) “trecho exato gerado pela ferramenta” (OPENAI, 2026)

Um ponto que gera dúvida: como o ChatGPT não tem “página” nem “parágrafo” fixo — cada geração é única e não pode ser recuperada exatamente da mesma forma por outro leitor —, a maioria dos manuais de normalização recomenda evitar citação direta longa de IA e preferir a paráfrase, sempre com verificação humana do conteúdo antes de usá-lo. Se a mesma pergunta for feita novamente à ferramenta, é normal receber uma resposta diferente, o que reforça por que a data de acesso é um elemento obrigatório e não apenas uma formalidade.

Como fazer a referência do ChatGPT na lista final?

Estudante brasileiro usando ChatGPT em laptop ao lado de guia de normas ABNT para citação
Montar a referência do ChatGPT exige registrar autor institucional, versão e data de acesso.

Na lista de referências, o modelo mais aceito trata a IA como um software ou sistema eletrônico, seguindo a estrutura autor institucional, título/descrição, edição ou versão, local, editora e disponibilidade:

OPENAI. ChatGPT (versão GPT-5). Resposta gerada a partir do prompt do usuário sobre [tema]. São Francisco: OpenAI, 2026. Disponível em: https://chat.openai.com. Acesso em: 12 jul. 2026.

Os elementos obrigatórios são:

  1. Autor: a empresa desenvolvedora (OpenAI, Google, Microsoft), nunca “ChatGPT” como se fosse um autor pessoal.
  2. Descrição do conteúdo: uma frase curta explicando o que foi gerado (resposta, resumo, tradução).
  3. Versão da ferramenta: GPT-5, Gemini 3, Copilot 365 — a IA muda de versão com frequência e isso deve constar.
  4. Data de acesso: obrigatória, porque o conteúdo gerado não é permanente nem replicável por outro leitor.

Como citar o Gemini, o Copilot ou outras IAs?

O mesmo modelo se aplica trocando o autor institucional e a URL da ferramenta. Use estes exemplos prontos para copiar e adaptar:

Ferramenta Referência
Gemini GOOGLE. Gemini (versão 3). Resposta gerada a partir do prompt do usuário sobre [tema]. Mountain View: Google, 2026. Disponível em: https://gemini.google.com. Acesso em: 12 jul. 2026.
Microsoft Copilot MICROSOFT. Copilot. Resposta gerada a partir do prompt do usuário sobre [tema]. Redmond: Microsoft, 2026. Disponível em: https://copilot.microsoft.com. Acesso em: 12 jul. 2026.
Claude ANTHROPIC. Claude. Resposta gerada a partir do prompt do usuário sobre [tema]. São Francisco: Anthropic, 2026. Disponível em: https://claude.ai. Acesso em: 12 jul. 2026.

Se a sua área já usa o formato ABNT para citar sites e documentos eletrônicos, perceberá que a lógica é a mesma: autor, descrição, data e link. A diferença é apenas o campo de versão, específico de softwares e ferramentas de IA.

Quais erros evitar ao citar inteligência artificial no TCC?

Alguns deslizes aparecem com frequência em trabalhos que citam IA pela primeira vez, e todos são fáceis de corrigir antes da entrega:

  • Tratar “ChatGPT” como se fosse o autor: o autor institucional é sempre a empresa desenvolvedora (OpenAI), não o nome do produto.
  • Omitir a versão da ferramenta: GPT-4 e GPT-5 podem gerar respostas bem diferentes para o mesmo prompt, então a versão precisa constar na referência.
  • Esquecer a data de acesso: como o conteúdo não é replicável, essa data é o único registro de quando a resposta foi gerada.
  • Citar a IA como se fosse uma fonte primária de dados: a IA resume e organiza informação, mas não é ela mesma um estudo, uma pesquisa ou um levantamento estatístico — a fonte original por trás de qualquer número ainda precisa ser localizada e citada separadamente.
  • Copiar referências geradas pela própria IA sem checar: é o erro mais comum e mais arriscado, detalhado na próxima seção.

Preciso citar a IA que usei no TCC, mesmo que só tenha usado para revisar o texto?

Depende do que a IA fez. Usar o ChatGPT para revisar ortografia ou sugerir sinônimos geralmente não exige citação formal — é equivalente a usar um corretor automático. Já usar a IA para gerar ideias, resumos, explicações de conceitos ou trechos de texto que aparecem (mesmo reescritos) no trabalho final exige tanto a citação quanto, na maioria das instituições, uma declaração de uso de IA na seção de metodologia.

A regra prática: se a IA influenciou o conteúdo intelectual do trabalho (não só a forma), declare o uso e cite a fonte. Omitir esse passo é hoje motivo de questionamento em bancas de defesa em várias universidades brasileiras, e universidades que já publicaram regimentos próprios tendem a tratar a omissão de forma mais severa do que o uso declarado e bem citado.

Citar o ChatGPT corretamente evita o risco de plágio?

Lista de referências ABNT sendo verificada com lupa e caneta vermelha
Cada referência sugerida pela IA precisa ser conferida antes de entrar na lista final.

Citar a ferramenta corretamente resolve o problema de transparência, mas não resolve um risco diferente e mais grave: o ChatGPT pode inventar dados, autores e números que parecem reais mas não existem. Isso é chamado de alucinação, e é diferente de plágio — é fabricação de informação. Antes de citar qualquer estatística ou nome de autor sugerido pela IA, confirme se a fonte existe de fato; veja como identificar referências falsas inventadas por IA antes de entregar o trabalho.

Ferramentas como o Tesify já geram as referências no formato ABNT automaticamente a partir de fontes reais localizadas durante a pesquisa, o que reduz esse risco — mas a verificação final de cada citação continua sendo responsabilidade do autor do trabalho. Para o quadro mais amplo de uso responsável, veja também o guia de uso ético de IA na universidade, que reúne exemplos de paráfrase correta e incorreta.

Perguntas frequentes

Como referenciar o ChatGPT na ABNT?

Trate o ChatGPT como autor institucional (OpenAI) em uma referência de documento eletrônico: informe a ferramenta e a versão, uma breve descrição do conteúdo gerado, o ano, o link de acesso (https://chat.openai.com) e a data de acesso, já que cada resposta gerada é única e não pode ser recuperada exatamente da mesma forma por outro leitor.

A ABNT tem norma para citar IA?

Não. Em julho de 2026, a ABNT ainda não publicou uma NBR específica para citação de conteúdo gerado por inteligência artificial. A prática recomendada é aplicar por analogia a NBR 6023:2018 para documentos eletrônicos e confirmar o formato exigido com a sua instituição.

Preciso citar a IA que usei no TCC?

Sim, sempre que o conteúdo gerado pela IA influenciou as ideias, dados ou trechos de texto do trabalho final. Além da citação, a maioria das universidades brasileiras também exige uma declaração de uso de IA na seção de metodologia.

Como citar o Gemini ou o Copilot?

Use a mesma estrutura do ChatGPT, trocando o autor institucional (Google para o Gemini, Microsoft para o Copilot), a versão da ferramenta e o link de acesso correspondente. Os exemplos prontos estão na tabela acima.

Citar o ChatGPT conta como plágio?

Não, se a citação for feita corretamente e a autoria da IA for declarada. O risco real não é o plágio, mas a alucinação: o ChatGPT pode inventar referências e dados que soam plausíveis, então cada fonte sugerida pela IA precisa ser verificada antes de entrar no trabalho.

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