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Empregabilidade de Mestres e Doutores no Brasil: Dados de 2026

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A empregabilidade de mestres e doutores no Brasil cresceu muito mais rápido que a do trabalhador médio nas últimas duas décadas: entre 2009 e 2021, o emprego formal de mestres subiu 139% e o de doutores, 192%, contra apenas 26% de crescimento do emprego formal geral no país, segundo o estudo Mestres e Doutores 2024 do CGEE.

Resumo dos dados principais

  • Mestres com emprego formal: 184.860 (2009) → 441.983 (2021), alta de 139% (CGEE/RAIS)
  • Doutores com emprego formal: 73.767 (2009) → 215.530 (2021), alta de 192,2% (CGEE/RAIS)
  • Emprego formal geral no Brasil cresceu apenas 26% no mesmo período
  • Educação concentra 72% dos doutores empregados e 37,7% dos mestres (CGEE)
  • Bolsas CAPES de mestrado e doutorado mais que triplicaram entre 2004 e 2024 (GeoCapes)

Quantos Mestres e Doutores Estão Empregados Formalmente no Brasil?

O estudo Mestres e Doutores 2024, produzido pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) a partir do cruzamento da Plataforma Sucupira (CAPES) com a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do Ministério do Trabalho e Emprego, acompanhou a trajetória profissional de 1.001.861 mestres e 319.211 doutores titulados no Brasil entre 1996 e 2021.

O retrato mais recente disponível mostra que o número de mestres com carteira assinada saltou de 184.860, em 2009, para 441.983, em 2021 — um aumento de 139%. Entre os doutores, o salto foi ainda maior: de 73.767 para 215.530 vínculos formais no mesmo intervalo, alta de 192,2%.

Indicador 2009 2021 Fonte / Ano
Mestres com emprego formal 184.860 441.983 CGEE/RAIS, 2024
Doutores com emprego formal 73.767 215.530 CGEE/RAIS, 2024
Mestres por 1.000 empregados formais 4,5 9,1 CGEE, 2024
Doutores por 1.000 empregados formais 1,8 4,4 CGEE, 2024

Fonte: CGEE, estudo Brasil: Mestres e Doutores 2024, com dados da Plataforma Sucupira/CAPES e da RAIS/Ministério do Trabalho e Emprego.

Esses números respondem a uma pergunta que orienta muita gente na hora de decidir se vale a pena investir em uma pós-graduação: sim, o mercado formal absorveu — e absorveu em ritmo acelerado — o volume crescente de titulados que o país passou a formar. Para entender de onde vêm esses titulados, veja o levantamento sobre quantos mestres e doutores o Brasil forma por ano, com dados CAPES/GeoCapes.

O Emprego de Pós-Graduados Cresce Mais Rápido que o Emprego Geral?

Sim, e a diferença é grande. Enquanto o emprego formal de mestres cresceu 139% e o de doutores 192,2% entre 2009 e 2021, o emprego formal total no Brasil avançou apenas 26% no mesmo período — segundo o CGEE, isso torna o crescimento do emprego de mestres mais de 5 vezes superior ao do mercado geral, e o de doutores mais de 7 vezes superior.

  • Emprego formal geral: +26% (2009–2021)
  • Emprego formal de mestres: +139% — cerca de 5,3 vezes o ritmo geral
  • Emprego formal de doutores: +192,2% — cerca de 7,4 vezes o ritmo geral

A leitura mais direta desses números é que a titulação em nível de pós-graduação stricto sensu deixou de ser um nicho isolado da carreira acadêmica e passou a ter presença crescente em setores diversos da economia formal brasileira, ainda que a maior parte da absorção continue concentrada em poucos segmentos, como será detalhado a seguir.

Pesquisadores brasileiros com mestrado e doutorado em laboratório universitário
Pesquisadores brasileiros com mestrado e doutorado em laboratório universitário

Em Quais Setores Mestres e Doutores Mais Trabalham?

A Educação é, disparado, o setor que mais emprega doutores no Brasil, respondendo por 72% dos vínculos formais dessa categoria, segundo o CGEE. Entre os mestres, a Educação também lidera, mas com peso relativo menor (37,7%), dividindo espaço com outros setores da economia.

Setor de atividade % dos mestres empregados % dos doutores empregados
Educação 37,7% 72%
Administração Pública, Defesa e Seguridade Social 33,8% 14,2%
Saúde 5,9% 3,9%

Fonte: CGEE, Brasil: Mestres e Doutores 2024, dados RAIS por setor de atividade econômica.

Essa concentração no setor educacional — sobretudo entre os doutores — reflete o papel histórico do doutorado como pré-requisito para a carreira docente no ensino superior brasileiro, tanto em universidades públicas quanto privadas. Já entre os mestres, a presença mais equilibrada na Administração Pública sugere que o título vem sendo usado como diferencial de carreira em concursos e cargos técnicos, e não apenas como porta de entrada para a docência.

Quanto Ganha um Mestre ou Doutor no Brasil?

O capítulo de remuneração do estudo do CGEE mostra que mestres e doutores recebem, de forma consistente, salários médios superiores aos do trabalhador formal em geral — mas o valor exato varia bastante conforme a área do conhecimento, o conceito CAPES do programa de origem, o setor de atuação e a região do país, o que torna qualquer número único pouco representativo da realidade.

O próprio estudo Mestres e Doutores 2024 traz o retrato mais recente disponível, referente a 2021: mestres receberam, em média, R$ 11.710,34 mensais, e doutores, R$ 16.209,95 — contra R$ 3.283,18 do trabalhador formal médio no mesmo ano, o que significa que os doutores ganhavam cerca de 38% a mais que os mestres. Segundo o CGEE, tanto mestres quanto doutores tiveram queda real de remuneração frente ao pico da série, registrado em 2014 (R$ 14.732,97 e R$ 21.049,09, respectivamente, em valores atualizados) — uma retração de cerca de 20% a 23% —, ainda que o prêmio salarial da pós-graduação permaneça muito acima da média nacional. Para dimensionar o retorno financeiro da titulação de forma mais atual, veja o comparativo específico sobre quanto ganha quem tem mestrado e doutorado no Brasil.

Formatura de mestrado e doutorado em universidade brasileira
Formatura de mestrado e doutorado em universidade brasileira

Existe Diferença Salarial Entre Homens e Mulheres Pós-Graduados?

Sim, e o hiato só diminuiu entre os mestres — entre os doutores, ele aumentou. Segundo o CGEE, mulheres mestras recebiam 28% menos que os homens em 2009, gap que recuou para 26,7% em 2021. Já entre doutoras, a diferença era de 15% em 2009 e subiu para 16,4% em 2021, mesmo com as mulheres representando 55,6% dos doutores titulados naquele ano — a maior proporção entre os países comparados no estudo.

Indicador 2009 2021
Diferença salarial mulheres x homens — mestres −28% −26,7%
Diferença salarial mulheres x homens — doutores −15% −16,4%

Fonte: CGEE, Brasil: Mestres e Doutores 2024.

Como o Brasil se Compara a Outros Países?

Apesar do crescimento acelerado internamente, o Brasil ainda forma e emprega proporcionalmente poucos mestres e doutores quando comparado a outras economias. O próprio estudo do CGEE situa o país nas últimas posições de um grupo de nações comparadas em número de mestres e doutores por habitante, atrás de médias observadas em países da União Europeia e da OCDE.

Essa distância ajuda a explicar por que, mesmo com taxas de crescimento tão altas no emprego formal de titulados, o Brasil ainda tem espaço considerável para ampliar sua base de mão de obra altamente qualificada — um ponto reforçado pelos dados sobre o volume de produção científica do Brasil, que também cresce, mas parte de uma base relativamente pequena de pesquisadores ativos frente a outros países.

O Crescimento das Bolsas CAPES Explica Esses Números?

Em parte, sim. O volume de bolsas de pós-graduação concedidas pela CAPES cresceu de forma expressiva nas últimas duas décadas, segundo dados do Portal GeoCapes — passando de 16.200 para 53.113 bolsas de mestrado e de 11.345 para 48.611 bolsas de doutorado entre 2004 e 2024. Esse financiamento ampliado se traduz em mais titulados concluindo seus programas todos os anos, o que amplia diretamente a base de profissionais que hoje engrossa as estatísticas de emprego formal com pós-graduação.

Para entender melhor esse fluxo de financiamento, veja o detalhamento completo sobre quantas bolsas a CAPES concede por modalidade. E para quem está no meio do processo de titulação e precisa organizar a escrita da dissertação ou tese com mais eficiência, ferramentas de apoio acadêmico como o Tesify têm sido usadas por estudantes de pós-graduação como suporte na estruturação de capítulos e referências ao longo da redação.

Perguntas Frequentes

Mestres e doutores têm mais empregabilidade que a média no Brasil?

Sim. Segundo o estudo Mestres e Doutores 2024 do CGEE, com dados da Plataforma Sucupira (CAPES) e da RAIS, o emprego formal de mestres cresceu 139% e o de doutores 192% entre 2009 e 2021, contra 26% de crescimento do emprego formal geral no país.

Em quais setores mestres e doutores mais trabalham no Brasil?

Educação concentra a maior parte dos vínculos formais de doutores (72%) e uma fatia relevante dos mestres (37,7%). Administração Pública, Defesa e Seguridade Social vem em seguida, empregando 33,8% dos mestres e 14,2% dos doutores, segundo o CGEE.

Quanto ganha em média um mestre ou doutor no Brasil?

O estudo do CGEE mostra que mestres e doutores recebem remuneração média consistentemente superior à do trabalhador formal médio, com variação relevante por área do conhecimento, conceito CAPES do programa e setor de atuação — sem um valor único válido para todo o país.

Existe diferença salarial entre homens e mulheres com pós-graduação no Brasil?

Sim. Entre mestres, mulheres recebiam 28% a menos que homens em 2009, gap que recuou para 26,7% em 2021. Entre doutores, a diferença era de 15% em 2009 e subiu para 16,4% em 2021, segundo o CGEE.

O Brasil forma mestres e doutores suficientes comparado a outros países?

Não. Apesar do forte crescimento interno, o Brasil ainda tem uma proporção de mestres e doutores por habitante muito abaixo da média de países da OCDE e da União Europeia, segundo comparações internacionais citadas pelo estudo do CGEE.

O crescimento de bolsas CAPES explica o aumento de mestres e doutores empregados?

É um fator relevante. O número de bolsas de mestrado e doutorado concedidas pela CAPES cresceu de forma expressiva nas últimas duas décadas, ampliando a base de titulados que hoje engrossa as estatísticas de emprego formal com pós-graduação.

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